quarta-feira, 3 de setembro de 2008

QUARTO DIA – LUOYANG
GRUTAS LONGMEN / TEMPLO DO CAVALO BRANCO
No quarto dia ficamos no hotel Jinling, 5 estrelas. Futurista, estilo espacial. Em Luoyang é patente a diferença entre pobreza e riqueza. Ao se chegar na estação de trem e arredores, a cidade pobre salta aos olhos. Ao ir em direção ao bairro do hotel, surge uma nova Luoyang, de enormes e modernos prédios.
Quando notam que você se esforça por conhecer e respeitar algo da cultura deles, o sorriso é redobrado. Falar algumas frases em chinês ou mesmo respeitar alguns costumes tradicionais como entregar envelopes e cartões com ambas as mãos, é visto como respeitoso. Quando fui comprar o livro do templo, havia dois monges que só falavam chinês. Após perguntar “duo shao tien?” e ouvir do monge “Liu Shi Ba” já com cara de meio espantado, respondi com gestual correspondente aos números (O livro do White Pagoda por 68y). Ambos os monges sorriram um ao outro e para mim. Foi legal. Compras: um pegador de chá, esculpido em forma de cabeça de dragão, por 30y.. Após almoço, um sorvete de milho, caro, por 15y. Scatena se assustou mas também tomou um.
Ainda no quarto dia, após templo do cavalo branco, grutas Longmen.

TERCEIRO DIA – BEIJING
MERCADO DE PÉROLAS / PALÁCIO DE VERÃO / TORRE DO TAMBOR / HUTONG
TREM BEIJING / LUOYANG
No terceiro dia tivemos uma pancada de chuva forte mas como fomos às compras no mercado de pérolas, não fomos prejudicados. Logo o tempo voltou ao normal, cerca de 38 graus Celsius e o bafo do dragão para respirar. Em seguida fomos ao palácio de verão.
Visitamos a cidade proibida entrando pelos fundos, portão Shenwumen, ao norte. Passamos pelo portão Shunzhenmen, sem atravessá-lo, virando à direita (noroeste) entrando pelos corredores até passar ao largo dos palácios Chanchungong, Tiyuandian, Taijidian e yangxindian. Vimos o palácio Baohedian fechado, em obras, e seguimos em direção ao portão Wumen, entrada., e de lá para a praça da paz celestial, Tianamen.
O trem de Beijing para Luoyang, K269, tem três classes. A primeira, onde ficamos, tem dois níveis de camas “macias”. A segunda, três níveis de camas duras. A terceira são bancos duros, para se viajar sentado. Banheiro só fica aberto quando o trem está em movimento. Todos os trens iniciados pela letra K tem ar condicionado (ufa!). Fiquei numa cabine/quarto com o Scatena, o agente de turismo "Richard" (os chineses adotam apelidos em inglês para facilitar nossa memorização e pronúncia) e um chinês desconhecido.

SEGUNDO DIA – BEIJING
MURALHA / CLOISONÉE / PATO DE PEQUIM

Badalin: Ba=8, Da=grande, Lin=montanha. Das montanhas de lá se pode ver as oito direções.


Os dois lados de caminhar na muralha de Badalin. O direito, o lado “fácil”, sempre lotado. O esquerdo, o lado difícil, com muito menos turistas e alguns vendedores de bugigangas. O famoso certificado de que caminhou na muralha é vendido a meio caminho, já que muita gente volta pelo cansaço. Os chineses dizem escalar a muralha e não andar na muralha, pois em pontos mais inclinados é necessário recorre à ajuda das mãos.
Após a volta da muralha, passamos por um antigo cemitério azul que virou hotel. Os chineses brincam que lá você escolhe se quer passar só uma noite o o resto de seus dias.
Cloisonee: filetes de cobre são colados no jarro, tinta é preenchida nos espaços, um torneiro alisa a superfície para tirar imperfeições e o vaso é colocado em forno de altíssima temperatura para fixar a tinta.
Comprei 2 pulseiras de 100y cada e 2 estatuetas de monges budistas de 50y cada. Tintan lai é o nome de uma ópera famosa, onde o lan é a cor azul. Originalmente os cloisonee eram azuis em sua maioria, hoje são multicoloridos.

PRIMEIRO DIA – BEIJING
TEMPLO DO CÉU / CIDADE PROIBIDA / PRAÇA DA PAZ CELESTIAL

BEI = NORTE, JING=CAPITAL (Beijing = Pequim = capital do norte)


Guia Kate, motorista senhor Liu.


A primeira dica de Kate foi a respeito do dinheiro local. Disse Kate - "Dinheiro, aceite apenas com a face de Mao. Cinco Jiao é para esmolas" e ainda "Dinheiro verdadeiro ou falso, sinta a textura do cabelo de Mao. E o papel, parece mais firme"






Kate mora num apartamento de 120 m2, com 3 quartos. Como seu marido é o segundo filho, os pais dele vão se mudar para o mesmo apartamento e morar com eles. Ela leva 1h40 para chegar até o centro de Beijing.

Chegamos cansados mas nem fomos para o hotel ainda.
Para não perder tempo, fomos direto ao Templo do Céu.


Kate pede desculpas se não memorizar nosso nomes, pois somos todos muito parecidos! (Para eles somos todos "big noses" - "narizes grandes")

Ficamos no Beijing International Hotel.
No hotel, troquei US$100,00 por 578,00 yuan. A troca de moedas em hotéis é confiável e segura.
Um cartão de telefone internacional (IC card) é 48 yuan. O problema, que descobri depois de comprar alguns cartões, é que não são nacionais, mas exclusivos de cada província. Assim, acabei por comprar diversos cartões, conforme a viagem.






Vale lembrar os cruzamentos das ruas com aviso sonoro para pedestres, avisando que vai ficar verde ao acelerar o ritmo e diminuir o intervalo entre os bips.
O trânsito de veículos é uma curiosidade à parte. Achei muito interessante ver os carros que vão virar à direita e que já estação na faixa da direita, não precisarem parar no sinal vermelho. E pedestre não é prioridade (nem aqui nem na China – argh). Motoristas não se importam muito com o semáforo de pedestres. É melhor olhar e passar com cautela. Tanto é que em pouco tempo nos acostumamos com as buzinas das motos e bicicletas que na calçada nos faziam sair do caminho. E depois falam que chinês não é estressado.




Ainda assim é possível observar uma ordem estranha nesse caos aparente, pois não se vê (pelo menos eu não vi) os atropelamentos ou as trombadas que seria de se esperar.


Além dos semáforos para pedestres há inúmeras passagens subterrâneas nas avenidas largas.










Aqui aprendi que barganhar é legal, mas cansa muito. Às vezes o desconto que se consegue é pequeno, principalmente nas lojas de departamento. Algumas não barganham, mas se você leva 11 peças, paga por 10. Interessante mesmo é nos mercados populares, onde o desconto chega à raias do absurdo. Como exemplo: à tarde, numa barganha no mercado de Silk Street para comprar um carimbo com o nome em chinês, o valor começou com 689Y, etiquetado na peça. Fechei por duas peças de 50y cada. E ainda fotografei a vendedora. Abaixo o carimbo "Vado Veiga".
Difícil mesmo é transitar por estes mercados populares sem ser abordado por vendedores. Alguns são tão rápidos que, se percebem você falando numa língua que eles entendem ser o espanhol, já começam a mostrar os produtos dizendo “mira, que belo”. Ou ainda ser abordado por um simpático desconhecido que diz “because you are my friend I´ll give you a special price”. Às vezes a abordagem é física mesmo. Vi um garoto nos seus 13, 14 anos, que vinha abraçar o “amigos” como quem não os via a muito tempo, para levá-los para a loja. Umas vendedoras seguravam pelo punho, colocavam bolsas tiracolo no ombro da mulheres, só faltavam vestir um par de tênis enquanto tentávamos continuar andando.
Outros, após venderem suas peças, perguntavam quanto pagamos por determinada peça comprada na banca ao lado, para ver se fomos bons de negociação.
Abaixo uma brincadeira com a Daisy Arrad Letaif, de nossa turma na viagem, uma encomenda do Mineiro (Luis Francisco de Resende).

Café, almoço e jantar são sempre cedo, como no sítio.
Na China não se compra o apartamento ou casa, mas sim o direito de se morar lá por 70 anos. Até meados de 1980, a empresa fornecia a moradia. Quanto aos desapropriados, o Governo paga para as pessoas se mudarem para apartamentos maiores, mas mais distantes do centro.
Tantos veículos exigem medidas paleativas. Dia 25 de julho de 2008 começa o rodízio de veículos pelas placas pares e ímpares.
Após 1980 o Governo voltou a incentivar as pessoas a comprarem apartamentos. Em Beijing, nos anéis centrais, apartamentos são muito caros. Desmanchavam os Hutongs - moradias tradicionais para várias famílias, para construir apartamentos, levando os antigos moradores a ocupar áreas ao norte e oeste, em prédios de classe média e média alta. Ou apartamentos maiores porém mais longe ou menores mas em área mais próxima.
Transporte público é muito barato. Ônibus tem tarifa de 1 yuan por pessoa. Com smart card a tarifa de ônibus cai para 0,40 yuan por pessoa, tarifa única. Os táxis tem tarifa fixa, variando por "anel", muito barato.
Beijing tem atualmente 13 distritos (condados).
Após os jogos olímpicos os estádios serão abertos ao povo, para se exercitarem.
Leva-se o lixo aos locais de coleta. A coleta é feita à noite.
O logotipo das olimpíadas vem do caractere de capital, distorcido para parecer um homem dançando, feliz.

Viajar pela China pode ser para muitos um verdadeiro choque cultural. Principalmente se o roteiro adotado passa por cidades modernas, imensas, assim como cidades pequenas (para os padrões chineses), com todos os seus contrastes.
Uma certeza é constante, onde quer que se vá: o povo chinês é simpático, alegre e curioso. O chinês é de fato bem humorado. Talvez pelo fato de sua língua fonética ter sons similares em fonemas de significado diferente, os chineses adoram trocadilhos.
Ah, e fotos, muitas fotos. Legal mesmo é participar de um grupo como este, onde os fotógrafos diversos uniram suas experiências fotográficas em algumas “sessões de descarrego”, onde descarregávamos periodicamente nossas fotos no laptop do Scatena, fazendo um pool de tantas e tantas imagens, muitas das quais só vimos após chegar ao Brasil, já que havia tanto para se ver e tantos ângulos de captar as mesmas imagens.

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Nosso Trajeto!

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Diário de uma viagem à China
Por Ariovaldo Ferraz de Arruda Veiga
Julho/2008
No vôo de São Paulo à Frankfurt, pela classe econômica, fui apertadíssimo, como se vê na ilustração abaixo:




O horário previsto de saída era 18h20, mas saímos às 19h30. Foram aproximadamente 10h30 de São Paulo a Frankfurt.
No lanche de bordo bebi uma cerveja Warsteiner Premium e salgadinhos da Lufthansa. Curiosidade: “Schwimimweste” é o colete salva-vidas em alemão.E “Unter Ihrem Sitz” é “sob seu assento”.
Iniciamos o jantar sobre Aracaju e terminamos após Natal, já no Oceano atlântico, conforme o visor de bordo indicava: macarrão com legumes, salada, pão, pudim, polenghi, água e vinho tinto.
Tomamos o café da manhã voando sobre Toulouse.
No Aeroporto comi num Mc Donalds, um Mc Chiken estilo Chinês, apimentado, por US$9,00, com suco de laranja médio.
Depois a tradicional saída do aeroporto com revista completa: revista eletrônica de malas, tira cinto, tira porta dólar, pochete, celular, sapatos...
O Aeroporto em si merecia um mapa. Muito grande, com corredor com 4 esteiras rolantes consecutivas, alternadas com trechos para andar à pé. Pode-se ir de monotrilho do Aeroporto à cidade.
Observando um avião enquanto esperava a hora de embarque





Agora sim, a bordo do vôo de Frankfurt para Beijing, eles estão em maioria: chineses por toda parte. O idioma mais falado é o chinês, seguido pelo alemão, inglês e português. Pelo menos aqui na classe econômica.
No primeiro vôo vim com a perna esquerda no corredor. Agora, na 47G, a direita é que ficou para o corredor. Pelo menos compensou um pouco.
Sono. Muito sono.
No primeiro vôo quase não dormi, quem sabe agora...
Ainda não consegui. Nem dormir e nem pegar o formulário para pedido de milhagem.
Dessa vez o ar condicionado gelado está em minha cabeça. Coloquei o boné para diminuir o frio e dormi. Só vi o final do terceiro filme, 10.000 AC. E um desenho do Pluto.
Ao acordar vi vários com o boné na cabeça, he ,he, he.
Fomos tomar café voando sobre Ulan Bator, a caminho de Beijing, já no estilo chinês - praticamente um almoço nos nossos padrões.